segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Dust in the wind


Este não é o primeiro blog que crio. Já tentei por diversas vezes colocar meus pensamentos e escritos na Grande Rede, mas nunca fui fiel por tempo superior a seis meses. No entanto, não deixo de tentar...
O nome "Areia ao vento" foi inspirado na música cujo nome é o título desta postagem. De alguma forma creio q ilustra o mover das minhas emoções, dos meus sentimentos. As dunas no deserto nunca estão paradas. Elas se modificam criando novas formas, jogos diferentes de luz e sombra, eventualmente revelando uma rosa-do-deserto como a da foto.
O que acontece é que mais uma vez me encontro numa encruzilhada da vida. Algo está quebrado dentro de mim e as leis de Murphy parecem mais ativas do que nunca...
Algo que considerava precioso e forte dentro da minha alma há um par de anos, a minha fé, hoje está num processo acentuado de metamorfose. É como se fosse realmente uma lagarta dentro de um casulo: você não sabe como será a borboleta ou mariposa a surgir, até que não saia... No momento tenho mais dúvidas do que certezas.
Já ouvi muitos dizerem que isso é bom, que isso fortalece a nossa fé. Só para reforçar o que disse anteriormente, a resposta que me vem à mente é: não tenho muita certeza disso.
Parece que nunca em minha vida fiz tanto as coisas como se estivesse num modo "piloto-automático". Sorrisos, delicadeza, gentileza, e até mesmo abraços e demonstrações de carinho, tudo isso que demonstro em meu exterior encobrem o grande caos e desconforto que levo dentro da alma.
O que eu quero? Quero dar um passo adiante em várias áreas da minha vida e não ser obrigada a dar dois para trás. Quero meus sonhos, minhas metas alcançadas. E quero compartilhar tudo isso com alguém especial e verdadeiro.
Quem sabe assim estas não sejam palavras soltas junto com a areia, levada ao sabor do vento...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Eu, Produto da Minha Imaginação


Meu coração:
Redemoinho
Twirl
Remolino
Casquinha do McDonald's

Minha cabeça:
Razão
Reasoning
Razonamiento
Chip Intel 4Quad

Minha personalidade:
Incerto
Uncertain
Incierto
Biscoitos Tostines

Minha alma:
Sonhadora
Dreamer
Quijote
Nina, by Nina Ricci

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O Gato de Alice


Manhoso, furtivo, charmoso
O gato de Alice se emaranha
Enreda-se nos galhos das árvores,
Entre os pés da menina,
Em seus pensamentos

Com inocência diabólica
Ou malícia angelical
Ronrona, mia
Hipnotiza e intriga

Alice, indefesa
Utilizando de toda sua astúcia
Pensa estar em vantagem...
Mas é esse o jogo do gato,
O gato de Alice

Seduzir, conquistar, encantar
Instigar e, depois, desvanecer

Ah, gato, misterioso gato
Olhos profundos de felino,
Instrumentos de persuasão...
E após cativa, Alice nada pode fazer
A não ser guardar na memória
O sorriso que resta, na última imagem do gato,
Antes de desaparecer...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Cold and Hot


Smells fill the air
And tastes invade my senses
But your smell and taste
Are only within my soul
Cold and hot
Winter's sadness
Summer's desire
But my sadness and my desire
Are all yours
Cold and hot
Two senses, two hearts
So far apart
I'm now aching for tropical rains
When hot air and cold water finally meet each other
Both lost in vapour
Purified, fusioned
Together for good
And where the drops remaining on the leaves
Are not my tears anymore...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Poema patético


O amor é como um poema patético
Ninguém pode entendê-lo a não ser o autor
Que está em estado patético...

Se a musa inspiradora vir a lê-lo,
E se ela não entendê-lo,
Sua zombaria e mofa ferem o autor,
Mas não o demovem de sua patetice,
Nem o fazem deixar de admirar sua musa.

Caso ela o entenda e o corresponda,
Caem ambos em estado de patetice ainda maior,
Por tempo indefinido...

Por isso o amor é como tal poema,
Pois é lindo... para quem o entende!
Mas pode ser motivo de dor e troça
Para quem o sente sem retorno...
E ainda que o amor seja altruísta,
Como uma rosa, que é bela aos olhos do observador,
Seus espinhos ferem a quem é portador...

Por isso sou patético,
Pateta por amar e por não conseguir deixar de amar...

Deserto Amarelo

(poesia inspirada na música "Inta Aomri")

Deserto amarelo
O vento conduz meu coração
Sem direção
Procuro um motivo, uma esperança,
Um olhar profundo
Princesa de meu próprio palácio
Mas disposta a correr livre
Pelas dunas
À procura do oásis perfeito
Verde, revigorante, perfumado
Onde encontro a mim mesma
Então olho para meu reflexo
No lago límpido e profundo
Como o sentimento que busco
E eis que vejo um outro reflexo,
Uma outra alma
Tão parecida e com a mesma busca no olhar
E te vejo...
O deserto continua amarelo
Mas o vento já não leva meu coração
Ele agora é cativo do amor...

(link para a música: http://www.youtube.com/watch?v=YiFTvuqHgcE)