domingo, 20 de dezembro de 2015

Incógnita

Não estava pedindo
Mais uma vez, não estava querendo
Mas embora minha mente pense que está no controle
Quem manda é a entidade pulsante
Minha alma errante
Meu coração insistente

E a dúvida me assalta,
Meus temores me assombram
E não quero acreditar mais do que é prudente
E a ansiedade se manifesta
A imaginação faz festa
Sanidade ou loucura, meu ser se contesta

Você é meu? Sou sua?
Devo, não devo
Pensar, não pensar
Amar, não amar
Desejar, não desejar
Contradições em ebulição
Irracionalidade em ação

A incógnita é a peça mais cruel que me prega
Esse meu incontrolável coração


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Dúvidas (momento de devaneios)

Ok, este poema não é meu, mas me foi presenteado e não podia deixar de guardá-lo aqui, em meu "museu da alma". Mesmo que seja algo fugaz, uma ilusão, não deixa de ser lindo e especial que ele tenha sido entregue a mim...


Será que tudo será sempre tão intenso assim??? 
Será que um dia vai ser ruim??? 

Será que meu desejo de te querer
Também será seu desejo de ter a mim??  

Os dias passam, a noite chega...
E no silêncio da noite meu desejo me tormenta! 

O pior não é saber onde está!
E sim, a dúvida de quando meu desejo vai saciar!

E passo os dias assim, na incógnita de um dia te ter pra mim!

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Prazer, eu mesma!

Adoraria dançar na chuva com você
E que você me beijasse sob a chuva
Mas já que não tenho isso, vou dançando
e me beijando eu mesma
Adoraria viajar e conhecer lugares novos,
Ou reconquistar velhos territórios com você
Mas já que não tenho isso, vou viajando,
e conquistando, e aplainando o mundo eu mesma
Adoraria chegar em casa cansada,
E vê-lo chegar também cansado,
E ficarmos os dois largados no sofá,
Conversando, e rindo ou lamentando,
E compartilhando um mimo alcoólico,
Ouvindo, quem sabe, um bom blues...
Mas já que não tenho isso, vou registrando no coração
E na memória, minhas batalhas e vitórias
Compartilhando com amigos e família,
Ou desfrutando de um mimo alcoólico eu mesma
Porque sei bem a diferença entre QUERER e PRECISAR
E, sinceramente, não PRECISO de você,
Mesmo que o QUEIRA muito
Pois adoro estar comigo, sou ótima companhia,
E desejo um dia poder compartilhar desse prazer,
O prazer da minha amizade e companhia e loucura
Com alguém que valha a pena e que também queira
Compartilhar do prazer da sua amizade e companhia e loucura
Mas enquanto não tenho isso, vou celebrando a vida eu mesma!

sábado, 19 de setembro de 2015

Mulher? Maravilha!

Hoje sonhei com a Mulher Maravilha
Sonhava que ela chorava,
E se escondia.
Não queria mais lutar,
Não queria mais ser desafiada.
Queria desistir de seus poderes,
De suas habilidades abrir mão.
Porque no fundo ela sabe
Que só o fato de ser mulher
E se apaixonar errado
Já são batalhas suficientes...

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Destruindo tudo

Hoje tô revoltada (e um tiquinho deprimida)... Pode chamar de "depressão pós-férias" das minhas sobrinhas caninas! Kkkk...
Mas sério, vou destruir alguns dos seus conceitos e depois fazer cara de inocente, que nem a Bisteca (ou o Marley, ou inúmeros outros cãezinhos bagunceiros). Lá vai:
- Sim, eu como glúten! Hmmmmm delícia, que bom que tem gente que deixa todo o glúten pra mim!
- Sim, eu consumo açúcar, refrigerante, sorvete, pizza, hambúrguer, café, cerveja, vinho, licor, whisky, carne suína, bovina, caprina, peixina e franguina, e milhões de outras coisas consideradas como "não-saudáveis", claro que com moderação, mas não me privo dessas gostosuras não.
- Sim, morro de preguiça de fazer exercício físico e já faz uns seis meses que não me exercito regularmente (até sinto falta de fazer, mas não sinto culpa por isso não).
- Sim, acredito em Deus, e não, não acredito em religião. Deus é grande demais pra caber num edifício humano (embora haja alguns que são lindos, verdadeiras obras de arte) e acho q a natureza é um lugar muito mais apropriado para apreciar Sua presença e Suas bênçãos.
-Sim, sou gorda desde criança e sei que nunca serei magrela, mas quer saber? Sou linda mesmo assim, adoro me cuidar, me maquiar, ser mimada no salão e na manicure, tirar selfies, paquerar, beijar, etc. e ter uns quilos a mais não vai me impedir de me sentir um mulherão.
- Sim, cometo erros de português (menos que a média, afinal sou professora), erros de inglês, erros de espanhol, erros de tradução, enfim, muitos erros na minha comunicação, mas procuro sempre fazer meu melhor. Já recebi críticas construtivas e destrutivas (especialmente em trabalhos de tradução), mas não aceito que digam que eu não pesquiso, que eu não estudo, que eu não procuro saber mais a respeito da área em que adoro atuar! Vão se catar os que dizem isso a meu respeito! 😝
- Sim, entrego meu coração inteirinho a quem eu amo, sejam eles humanos ou animais, e mesmo que já tenha lidado com muitas quebras, machucados, facadas e desprezos (tadinho do meu coração), não consigo e nem quero deixar de ser assim. É parte do que sou!
- Sim, amo viajar sozinha, andar por aí sozinha, ir ao cinema sozinha, me virar sozinha, e adoraria morar sozinha quando eu tiver minha tão sonhada independência financeira. Isso não me faz uma antissocial, já que também amo trabalhar com pessoas, me reunir com meus amigos, minha família. Só não preciso NECESSARIAMENTE de companhia pra fazer coisas que adoro.
- Sim, sou maluca! E dito isso, acho que (por enquanto) já disse o que queria dizer por hoje. Só mais um recado: estamos todos destinados a morrer, hoje, amanhã, daqui a 10, 20 anos. A vida é muito curta pra ficar sofrendo por ideais dos outros. Viva a SUA vida! Isso é tudo!
Beijinho no ombro pros haters!

sexta-feira, 3 de abril de 2015

O que o vento trouxe...

Há muito tempo atrás falei que algo estava crescendo dentro de mim, como um feto se desenvolve dentro do útero. E na última postagem falei sobre mudanças.
Bem, realmente há uma mudança grande acontecendo dentro de mim. Sempre me senti diferente. Isso se reflete em cada uma das poesias e textos que já postei aqui. Mas nunca soube exatamente o que há em mim que me torna essa pessoa singular que sou.
Porém sempre tive medo do que essa essência poderia ser. No entanto, a partir do momento em que percebi que a vida é frágil, pensamentos, textos, livros, vídeos e muitos outros materiais chegaram até mim, de maneira quase sobrenatural. Materiais que foram me incentivando a buscar mais, que foram me mostrando facetas daquilo que eu realmente sou por dentro. Iluminando coisas que eu sempre soube, mas não queria admitir. Clareando crenças que eu sempre tive, mas não podia abraçar. Lançando fora conceitos e dogmas que fui adotando, muitas vezes, sem querer adotar, apenas por que fui crescendo rodeada por eles, faziam parte da minha zona de conforto.
Chega um momento na vida em que, ou você muda, ou começa a morrer por dentro. Porque você tem uma missão, um chamado na vida, um motivo maior pelo qual se está neste planeta, nesta existência. E se você se recusa a ouvir a esse chamado, seguir esse objetivo, sua vida perde o sentido, e você se torna amargo, triste, perdido. Pois bem, o que estou querendo dizer aqui é que estou "nascendo de novo", como se usa dizer na religião cristã. Não é um processo fácil. Pense no processo natural de nascer: é doloroso para a mãe e para o bebê. Imagine sair de um ambiente protegido, aquecido, onde se esteve por tanto tempo, e ter que sair para o desconhecido, para enfrentar perigos inimagináveis, um ambiente hostil, frio e cheio de coisas estranhas para você. Assim é o processo que acontece comigo.
Mas meu chamado está aqui dentro de mim, pulsando e clamando como nunca. Não tenho mais como fugir dele, e nem quero. Estou me tornando o que sempre suspeitei que fui: uma bruxa. Não dessas que se pintam nos contos de fadas (aliás, lendas e superstições criadas por pessoas que desejavam abafar e difamar as mulheres sábias, médicas primitivas, em favor de uma sociedade machista e em busca do poder através da religião). Quando se fala nesse assunto, as pessoas naturalmente vão ver alguém que diz ser uma bruxa com olhos de temor, julgando tal pessoa como louca ou depravada ou esquisita ou tudo ao mesmo tempo. Confesso que ainda não estou preparada para tal tipo de julgamento, porém também não posso mais ignorar quem sou por dentro.
Há muito conhecimento, muitas coisas que já fui descobrindo nesse meu caminho, mas são coisas e mensagens do Universo e do Criador destinadas a mim, que não cabe compartilhar aqui.
Só queria mesmo desabafar isso. Não deixei de ser cristã. Minha base sempre será o Amor em forma de ser humano, Cristo. Mas há outros conhecimentos e sabedorias que chegaram às minhas mãos e olhos e que vieram somar à minha fé, acrescentar ao meu caminho espiritual e de iluminação mística. Conhecimentos e sabedorias provenientes de lugares e tempos muito mais remotos do que a moderna religião (ainda que esta "modernidade" tenha cerca de 2000 anos).
Meus olhos, ouvidos e mente estão abertos para o que o Criador e o Universo queiram me ensinar e mostrar, para guiar-me em minha missão nesta existência.
Abençoados sejam!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Frozen

E depois de tanto tempo longe, sinto que tenho que desabafar mais uma vez...
Mudei muito. Mudei tanto e ainda estou mudando que por vezes não me reconheço.
Meu coração passou por tempestades, minha mente por tormentas e meu corpo segurou a barra esse tempo todo.
Fiquei muito doente em fevereiro de 2013, e houve um momento em que pensei que realmente não continuaria por muito tempo neste plano. Mas não era essa a vontade do Criador. O que Ele pretendia para mim era mais um aprendizado pela dor. E aprendi. E valeu a pena.
Cresci, mudei, me adaptei.
E algo que ganhei durante esse processo e que continua até agora foi a descoberta de muitas coisas a meu respeito que nem eu mesma conhecia. Isso inclui minha personalidade, meus interesses, e até minha fé.
Hoje posso dizer com mais certeza que antes, e de forma mais insegura que amanhã: eu sei quem eu sou de verdade agora.
Sou uma mulher que procura viver a vida de forma apaixonada. Certa vez alguém me disse que eu era muito sentimental, expressando isso de uma forma negativa. Pois bem. Admito: sou mesmo sentimental. E assim sou porque meu coração contém um tipo de amor pela vida, por aquilo que acredito, pelas pessoas, que eu mesma não consigo controlar (e nem quero). Faço tudo de forma apaixonada, amo as pessoas de forma incondicional (mesmo que isso me machuque demais), amo a vida que o Criador me deu profundamente.
Não digo que não haja coisas que não compreendo em meu destino, na missão que o Criador me deu a cumprir nesta vida. Amar dessa forma é maravilhoso e, ao mesmo tempo, uma tortura, porque as pessoas decepcionam, as marés mudam, e a roda do destino pode mudar a qualquer momento. É por isso que estou aprendendo a "congelar" meu coração. Porque ele dói e dói demais, insuportavelmente. Quando isso ultrapassa a barreira do suportável, devo congelá-lo. Caso contrário deixaria de ver outras coisas belas que estão acontecendo ao meu redor enquanto meu coração sangra. Não posso mais fazer isso. Não quero deixar de viver só porque meu coração está partido, exposto, revolto em profunda dor. Que fique lá na fonte dos desejos do meu jardim secreto, meu jardim mental, congelado até que cicatrize. Dói menos e me permite viver.
Essa sou eu. Não tente me mudar. Não tente me entender. Não tente me controlar. Nem eu mesma consigo controlar esse dom de amar, nem quero controlá-lo. Isso é o que faz de mim singular, única, é minha missão nesta terra. Uma missão difícil, dolorosa, mas que me faz sentir viva, me faz saber quem sou: sacerdotisa do amor universal, do amor que cura tudo, menos ao portador...
Que o Criador, em sua infinita sabedoria e amor, me ajude.
Assim seja e assim será!