SAUDADE
É como um bicho que lhe corrói
E vem do estômago, ou do coração
Sei lá
Só sei que às vezes dói
E às vezes é doce...
Pensamentos, poesias, idéias... Os demônios e anjos presentes em minha cabeça, expostos aqui... Cada texto ou pensamento reflete um momento, uma ocasião em minha vida, um sentimento que existe ou que existiu...
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Nó na garganta
Tem dias que é mais difícil
As palavras se espremem
Os sonhos se acumulam
E os sentimentos se aglomeram
Fica tudo disputando entre si
Querendo se expressar
Mas daí vem um bloqueio
Como veia entupida no coração
A voz querendo falar
A emoção querendo se mostrar
O corpo querendo reagir
Porém tudo ao mesmo tempo
Causa curto-circuito
Então, só a poesia
E a lágrima
Vêm pra me aliviar...
As palavras se espremem
Os sonhos se acumulam
E os sentimentos se aglomeram
Fica tudo disputando entre si
Querendo se expressar
Mas daí vem um bloqueio
Como veia entupida no coração
A voz querendo falar
A emoção querendo se mostrar
O corpo querendo reagir
Porém tudo ao mesmo tempo
Causa curto-circuito
Então, só a poesia
E a lágrima
Vêm pra me aliviar...
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
O Destino é Bipolar
O texto ou poesia abaixo não é de minha autoria, porém estava ouvindo a música que contém essa poesia na letra (a qual faz parte da obra Carmina Burana), e fiquei curiosa por saber de que se tratava. Simplesmente ótimo. Não resisti e publico aqui uma versão em português da mesma. Para ver a versão original em latim, clique aqui.
Oh, Fortuna,
assim como a Lua
tu és mutante,
sempre crescendo
e minguando;
vida miserável
que primeiro oprime
e então consola
conforme lhe agrada;
pobreza
e poder,
os derrete como gelo.
Destino - monstruoso
e vazio,
tu, roda girante
és malévola,
o bem-estar é vão
e sempre desvanece no nada,
escurecido
e escondido
me atormentas também;
agora através de um jogo
rendo minhas costas nuas
à tua vilania.
O destino está contra mim
na saúde
e na virtude,
direcionado
e sobrecarregado,
sempre escravizado.
Então a esta hora
sem demora
dedilhe as cordas vibrantes;
já que o Destino
derruba o homem forte,
todos choram comigo.
Oh, Fortuna,
assim como a Lua
tu és mutante,
sempre crescendo
e minguando;
vida miserável
que primeiro oprime
e então consola
conforme lhe agrada;
pobreza
e poder,
os derrete como gelo.
Destino - monstruoso
e vazio,
tu, roda girante
és malévola,
o bem-estar é vão
e sempre desvanece no nada,
escurecido
e escondido
me atormentas também;
agora através de um jogo
rendo minhas costas nuas
à tua vilania.
O destino está contra mim
na saúde
e na virtude,
direcionado
e sobrecarregado,
sempre escravizado.
Então a esta hora
sem demora
dedilhe as cordas vibrantes;
já que o Destino
derruba o homem forte,
todos choram comigo.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Lágrima
Quando se é diferente,
A lágrima é ácida
Queima a pálpebra, o rosto
Queima a alma
Não escolhi assim
Está no script
No roteiro da minha vida
Onde improvisos são permitidos
Desde que não fuja do tema principal
Os questionamentos são rotina
Os "por quês" companheiros diários
E o normal um desejo constante
E a lágrima cai
E os sentimentos se ferem
E a felicidade é arrancada de dentro
Pouco a pouco, pedaço a pedaço
Por alguém que se ama
Ser feliz é a vontade
Mas quem é diferente
Só o pode ser
Se o chefe mandar...
A lágrima é ácida
Queima a pálpebra, o rosto
Queima a alma
Não escolhi assim
Está no script
No roteiro da minha vida
Onde improvisos são permitidos
Desde que não fuja do tema principal
Os questionamentos são rotina
Os "por quês" companheiros diários
E o normal um desejo constante
E a lágrima cai
E os sentimentos se ferem
E a felicidade é arrancada de dentro
Pouco a pouco, pedaço a pedaço
Por alguém que se ama
Ser feliz é a vontade
Mas quem é diferente
Só o pode ser
Se o chefe mandar...
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Batalha
Tem dia que é de Atena
Deusa da sabedoria,
Da sensatez e do bom senso
Tem dia que é de Afrodite
Deusa do amor,
Da paixão e do correr riscos
E tem dia que é de embate
Atena versus Afrodite
Batalha sem descanso
Pra ver quem prevalece
E lá se vai o bom senso
E lá se cala a paixão
E tudo vira turbilhão
Pensamento sentido
Loucura controlada
E quando tudo acaba
Fica o vazio,
O eco,
O nada
Mente e coração em nocaute mútuo
E viro robô...
Deusa da sabedoria,
Da sensatez e do bom senso
Tem dia que é de Afrodite
Deusa do amor,
Da paixão e do correr riscos
E tem dia que é de embate
Atena versus Afrodite
Batalha sem descanso
Pra ver quem prevalece
E lá se vai o bom senso
E lá se cala a paixãoE tudo vira turbilhão
Pensamento sentido
Loucura controlada
E quando tudo acaba
Fica o vazio,
O eco,
O nada
Mente e coração em nocaute mútuo
E viro robô...
sábado, 12 de maio de 2012
Believe it or not
Crença.
Uma palavrinha curta, mas carregada de polêmica.
Pra mim nada mais é do que o coração que acredita em coisas racionais, ajudada pela mente aceitando o irracional.
A minha vida toda foi-me dito que as coisas são assim, são assado. Mas minha mente nunca se conformou com as "verdades" dos outros, nem meu coração se contentou com tão pouco. Sinto que há mais coisas, que devo buscar por mais.
Só que às vezes, essa busca pode levar a caminhos incertos e obscuros. E às vezes é algo tão simples quanto escolher um shampoo para comprar. Você pode ou não acreditar na eficácia dele antes mesmo de experimentá-lo.
Uma vez ouvi dizer que a Verdade é uma só, e que aqueles que buscam uma verdade pessoal são na verdade, pessoas perdidas. Se assim for, então admito: serei eternamente perdida. Não sinto que me encaixo de fato na Verdade que muitos adotam para si. Muitas vezes até tento compreender aquilo em que as pessoas acreditam com tanta força, mas quanto mais penso nisso e tento me envolver, mais distante acabo ficando.
Talvez meu eterno espírito questionador e investigativo acabe me afastando de tudo isso, porque para mim acaba tudo soando superficial e sinto, de verdade, que há mais do que a simplicidade que as pessoas chamam de fé, de religião. Por outro lado, me admiro e às vezes, me choco, com a semelhante simplicidade e superficialidade das pessoas que relegam o plano metafísico a um canto escuro e perdido de seus corações e mentes. Busco o equilíbrio entre minha alma, mente e corpo. Busco entender a Tríade que há dentro de mim.
Isso pode soar para alguns como heresia, para outros como loucura, e para outros até (porque não) um reflexo do próprio turbilhão que levam dentro de si.
Há conceitos que se espalham por diversos tipos de crença. Gosto de saber mais a respeito deles. Tento encontrar a chave de ignição que vai ligar aquilo que está aqui dentro de mim. Sinto que é como uma chama que pulsa, querendo se revelar, querendo me mostrar aquilo que não posso ver com meus olhos corporais, ou pelo menos, não APENAS com eles. Sim, acredito que há coisas do sobrenatural que, sob a combinação adequada de fatores, podem ser percebidas com os sentidos carnais.
Uma coisa que se faz cada vez mais presente em minha vida é uma ligação com a natureza que aumenta a cada dia mais. Gosto de sentir a vida que flui das plantas, dos animais, dos fenômenos naturais (até os mais assustadores, como tempestades, raios e trovões). A antiga religião celta venerava essas forças e as respeitava. Admiro isso.
Admiro a serenidade e a disciplina pregada por crenças orientais. Há algo que me empurra a decifrar o mundo de modo diferente, a tentar enxergar o material e o imaterial de maneira particular. Quando vejo certas danças e ouço determinadas músicas, quando leio certas palavras de sabedoria e conhecimento antigo parece que algo dentro de mim se move, uma força feminina interior, algo que não dá pra explicar com palavras. Dom de Deus? Dádiva de Deusa? E quem disse que a divindade tem sexo? Será, será, será... Muitas perguntas pra poucas respostas, e as que obtenho jamais são suficientes. A cada esquina, a cada sonho, a cada ponderação está a chave do próximo segredo da minha existência. Pode até ser uma prepotência eu acreditar que sou diferente, que tenho algo dentro de mim prestes a ebulir em uma espécie de poder oculto. Talvez outras pessoas se sintam assim. Não sei.
Já digo que antemão que não estou escrevendo aqui para ser julgada ou julgar. Disse e repito que este blog é meu veículo de desabafo, meu psicólogo virtual.
Através dele posso me entender melhor, expressar sentimentos e pensamentos que, de outra forma, ficariam talvez até invisíveis para mim mesma.
Procuro me entender e evoluir.
E não é disso que a vida é feita?
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Elefante
Algo que parece tão difícil de fazer
Mas para alguns é tão fácil
Esquecer pessoas, momentos
Esquecer sentimentos
E, quem diria,
Você já esqueceu...
Mas apesar do silêncio
Eu não esqueço
E nem os elefantes
Jamais
Mas para alguns é tão fácil
Esquecer pessoas, momentos
Esquecer sentimentos
E, quem diria,
Você já esqueceu...
Mas apesar do silêncio
Eu não esqueço
E nem os elefantes
Jamais
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Spring
Só por ter te conhecido
Já valeu a pena
Pelo teu sorriso, pelo teu beijo
Já valeu a pena
Só porque você me faz bem
Quando está junto a mim
Só porque você me inspira
Quando fala junto a mim
Só por isso
Já valeu a pena
E somos assim
Como um caminho entre árvores
Com destino desconhecido
E a ansiedade de saber
O que está por diante
Às vezes embota a mente
E o coração
Mas a beleza das árvores,
Antigas, novas, verdes, desbotadas
Instiga, distrai e acalma
E só pela caminhada
Já valeu a pena
Então fica assim
Eu cuido das palavras
E você do silêncio que lhe é peculiar
Mas não importa,
Porque viver vale a pena!
Já valeu a pena
Pelo teu sorriso, pelo teu beijo
Já valeu a pena
Só porque você me faz bemQuando está junto a mim
Só porque você me inspira
Quando fala junto a mim
Só por isso
Já valeu a pena
E somos assim
Como um caminho entre árvores
Com destino desconhecido
E a ansiedade de saber
O que está por diante
Às vezes embota a mente
E o coração
Mas a beleza das árvores,
Antigas, novas, verdes, desbotadas
Instiga, distrai e acalma
E só pela caminhada
Já valeu a pena
Então fica assim
Eu cuido das palavras
E você do silêncio que lhe é peculiar
Mas não importa,
Porque viver vale a pena!
quarta-feira, 28 de março de 2012
Sede
Terra rachada
Língua colada
Visão borrada
Sintomas de sede
Sede que exige
Sede que debilita
Sede que mata
Transforma o belo em grotesco
Meu coração quer
Meu coração pede
Porén como um cacto
Ele se contenta
Com as poucas gotas de chuva
Que nuvens teimosas e passageiras
Gotejam em meio ao deserto
Porém quando a flor rara
Por não ser cacto se ressente
Parte-se mais uma vez
Para a busca incessante
Por fontes de água constante
Para saciar a sede implacável
A sede de carinho, de atenção
Sede de amor
Língua colada
Visão borrada
Sintomas de sede
Sede que exige
Sede que debilita
Sede que mata
Transforma o belo em grotesco
Meu coração quer
Meu coração pede
Porén como um cacto
Ele se contenta
Com as poucas gotas de chuva
Que nuvens teimosas e passageiras
Gotejam em meio ao deserto
Porém quando a flor rara
Por não ser cacto se ressente
Parte-se mais uma vez
Para a busca incessante
Por fontes de água constante
Para saciar a sede implacável
A sede de carinho, de atenção
Sede de amor
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Pirraça
Eu achei que fosse mimada
Mas não troco família por festa
Eu achei que fosse mimada
Só que não faço birra nem beiço
Pensei que eu fosse mimada
Porém sei me colocar no lugar do outro
Procuro entender, compreender
Em todo caso
Obrigada pelo não-convite
Fique com quem combina
Só não venha chorar depois
Quando souber que um amigo é mais chegado que um irmão
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Transparente
Quando a coerência não tem aderênciaQuando o falado difere do praticado
Perde-se a inocência, fere-se a decência
O olhar muda, a confiança se perde
Por que dizer o que não pode fazer?
Ou o que não se quer fazer?
A verdade é dura, mas simples
A mentira é suave, porém traiçoeira
Não construa meu sonho
Não participe dele
Se pretende se ausentar,
Se a intenção é especular
Se a vontade não é partilhar
Sou um livro aberto
À procura de um espelho
Onde possa ver refletidas
As perguntas que faço, e juntos
Encontramos as respostas
Casando dicçãoe ação
Verdade e sinceridade
Claros e puros como água da nascente
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Tic Tac
O tempo é estranho
O tempo é irreal
Talvez ele seja um deus,
Ou um semi-deus, meio desorientado
Uma divindade que não se importa com pobres mortais
Sua velocidade é intangível, incontrolável
Não nos atende conforme nosso querer
Ele vagueia segundo seus próprios passos
Se insinua pelos cabelos, pela pele, pelos ossos
Embaça os olhos mais brilhantes,
Embota as lembranças mais belas ou mais sombrias,
Drena nossas energias, nossa juventude
Ah, tempo, se eu pudesse entender teus mistérios
Se pudesse controlar tuas rédeas
Mas estou à tua mercê
Só te peço então
Seja gentil com meu viço,
Afável com minhas angústias,
E tempere com carinho minhas lembranças mais doces...
Assinar:
Postagens (Atom)









