sexta-feira, 18 de junho de 2010

Teu Sonho

Posso ser tua musa, tua inspiração
Sou teu anjo ou tua assombração
Ora sou sol, ora sou lua
Dia nublado, noite escaldante
Mente aberta, alma nua
Te dou amor, te causo dor
Fogo, terra, água e ar
Um porto seguro, ou teu desesperar

Posso estar ao teu lado ou longe de ti
Mas minha sombra sempre aí
De dia o alívio, de noite o delírio
Um instante de prazer, um momento de sofrer
Machuco como rosa, inebrio como lírio
Te embriago, te recupero
Café, almoço e jantar
Te condeno, mas vou te salvar

Mas assim como sonho diáfano
Ou desejo profano
Estás sempre prestes a me ter
E então me desvaneço

Porém isto é apenas um jogo
Uma brincadeira de esconder
Eu estou aqui, divertindo-me
Um sorriso maroto nos lábios
E muitas intenções na mente
Sejam boas, ou nem tanto
Sou teu prêmio final
Venha me encontrar!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Duas caras


É fato. Todo mundo tem dois lados dentro de si, o bom e o mau.
Eu não sou diferente.
Mas acho que sou a única maluca que dá nome a eles!
Pois é... Meu nome de batismo é Patrícia Susana, então gosto de dizer que meu lado negro é a Susana e meu lado bonzinho, a Patty.
Às vezes, as duas convivem bem, em equilíbrio. O problema é quando só uma das duas prevalece...
O que acontece é o seguinte. Meu lado Patty é bonzinho demais, acredita nas pessoas, se doa de corpo e alma, é boa gente, leva tudo na boa; Patty é sincera ao extremo, romântica e ingênua, otimista, sonhadora, meu lado infantil (no bom sentido). Mas esse lado é bobo, careta e carente.
Já o lado Susana é teimoso, agressivo (mas não violento), irônico com tendências ácidas, egoísta, vingativa. De vez em quando, me arrasta pro pessimismo, não acredita em nada nem em ninguém. Entretanto ela é sexy, enigmática, independente e pé no chão.
Então vocês podem perguntar: tá, e daí?
A questão é a batalha campal que cada uma das minhas metades trava todos os dias, desde os primeiros segundos quando me levanto da cama, até a hora de fechar os olhos novamente. Acreditem, se fosse representar com uma cena de filme seria a batalha final do Senhor dos Anéis.
Agora, o engraçado, é que às vezes quero que o lado Susana se manifeste mais (quando preciso dizer certas verdades, tomar certas iniciativas — se é que me entendem —, dar de ombros e um sorriso irônico quando alguém me der as costas, ficar realmente de boa quando estou "all by myself"). Nos dias de TPM, preferiria que só a Patty desse as caras. Mas cada uma das minhas metades tem vontade própria e se manifesta em seu próprio "timing".
Neste exato momento, enquanto escrevo, muita coisa passa pela minha cabeça, entre racionais e emocionais, entre querer e não querer. As duas partes de mim discutem como peixeiros numa feira livre, mas chegam a um consenso: eu não seria quem sou com apenas uma delas.
Então, esta sou eu: às vezes Patty Susana, e outras, Susana Patty. ^_^

sábado, 5 de junho de 2010

A resposta que eu quero

Que saudades de você!
Saudades dos passeios que nunca fizemos,
Das risadas que nunca demos.
Sinto falta dos nossos beijos e abraços nunca dados,
Do amor que não fizemos.
É estranho sentir um vazio
Por algo que nunca foi cheio.
E a saudade só cresce...
Lembro de quando não acariciei teu rosto cansado,
E beijei teus lábios gentis,
De como não enrosquei meus dedos em teus cabelos
E te fiz adormecer recostado em meu corpo.
Penso o tempo todo nas noites que não aconteceram,
E nas manhãs inexistentes em que apenas acordávamos
E, sorrindo, olhávamos um para os olhos do outro,
Apenas absorvendo cada segundo que não passou.
E a saudade só cresce...

Não te conheço, talvez te conheça.
Não sei quem você é ou será ou foi
Nem sei se receberá minhas palavras
Mas se chegasse a alcançá-las,
Apenas me responda uma pergunta simples:
Você tem saudades de mim?

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Concha

O silêncio é engraçado
Ele pode ser um santo remédio,
E também um veneno mortal.
Tão fácil de ser quebrado,
mas às vezes requer uma coragem de titã para vencê-lo.
O silêncio pode ser mais eloquente que mil palavras
E continuar sendo enigmático.
Em uma hora, tudo o que você precisa,
Em outra, o que mais odeia.
Uma arma ou uma defesa?
Você escolhe...
No momento, escolho o silêncio,
Até que alguém escolha quebrá-lo,
E me chame...