sábado, 12 de maio de 2012

Believe it or not


Crença.
Uma palavrinha curta, mas carregada de polêmica.
Pra mim nada mais é do que o coração que acredita em coisas racionais, ajudada pela mente aceitando o irracional.
A minha vida toda foi-me dito que as coisas são assim, são assado. Mas minha mente nunca se conformou com as "verdades" dos outros, nem meu coração se contentou com tão pouco. Sinto que há mais coisas, que devo buscar por mais.
Só que às vezes, essa busca pode levar a caminhos incertos e obscuros. E às vezes é algo tão simples quanto escolher um shampoo para comprar. Você pode ou não acreditar na eficácia dele antes mesmo de experimentá-lo.
Uma vez ouvi dizer que a Verdade é uma só, e que aqueles que buscam uma verdade pessoal são na verdade, pessoas perdidas. Se assim for, então admito: serei eternamente perdida. Não sinto que me encaixo de fato na Verdade que muitos adotam para si. Muitas vezes até tento compreender aquilo em que as pessoas acreditam com tanta força, mas quanto mais penso nisso e tento me envolver, mais distante acabo ficando.
Talvez meu eterno espírito questionador e investigativo acabe me afastando de tudo isso, porque para mim acaba tudo soando superficial e sinto, de verdade, que há mais do que a simplicidade que as pessoas chamam de fé, de religião. Por outro lado, me admiro e às vezes, me choco, com a semelhante simplicidade e superficialidade das pessoas que relegam o plano metafísico a um canto escuro e perdido de seus corações e mentes. Busco o equilíbrio entre minha alma, mente e corpo. Busco entender a Tríade que há dentro de mim.
Isso pode soar para alguns como heresia, para outros como loucura, e para outros até (porque não) um reflexo do próprio turbilhão que levam dentro de si.
Há conceitos que se espalham por diversos tipos de crença. Gosto de saber mais a respeito deles. Tento encontrar a chave de ignição que vai ligar aquilo que está aqui dentro de mim. Sinto que é como uma chama que pulsa, querendo se revelar, querendo me mostrar aquilo que não posso ver com meus olhos corporais, ou pelo menos, não APENAS com eles. Sim, acredito que há coisas do sobrenatural que, sob a combinação adequada de fatores, podem ser percebidas com os sentidos carnais.
Uma coisa que se faz cada vez mais presente em minha vida é uma ligação com a natureza que aumenta a cada dia mais. Gosto de sentir a vida que flui das plantas, dos animais, dos fenômenos naturais (até os mais assustadores, como tempestades, raios e trovões). A antiga religião celta venerava essas forças e as respeitava. Admiro isso.
Admiro a serenidade e a disciplina pregada por crenças orientais. Há algo que me empurra a decifrar o mundo de modo diferente, a tentar enxergar o material e o imaterial de maneira particular. Quando vejo certas danças e ouço determinadas músicas, quando leio certas palavras de sabedoria e conhecimento antigo parece que algo dentro de mim se move, uma força feminina interior, algo que não dá pra explicar com palavras. Dom de Deus? Dádiva de Deusa? E quem disse que a divindade tem sexo? Será, será, será... Muitas perguntas pra poucas respostas, e as que obtenho jamais são suficientes. A cada esquina, a cada sonho, a cada ponderação está a chave do próximo segredo da minha existência. Pode até ser uma prepotência eu acreditar que sou diferente, que tenho algo dentro de mim prestes a ebulir em uma espécie de poder oculto. Talvez outras pessoas se sintam assim. Não sei.
Já digo que antemão que não estou escrevendo aqui para ser julgada ou julgar. Disse e repito que este blog é meu veículo de desabafo, meu psicólogo virtual.
Através dele posso me entender melhor, expressar sentimentos e pensamentos que, de outra forma, ficariam talvez até invisíveis para mim mesma.
Procuro me entender e evoluir.
E não é disso que a vida é feita?

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