domingo, 20 de dezembro de 2015

Incógnita

Não estava pedindo
Mais uma vez, não estava querendo
Mas embora minha mente pense que está no controle
Quem manda é a entidade pulsante
Minha alma errante
Meu coração insistente

E a dúvida me assalta,
Meus temores me assombram
E não quero acreditar mais do que é prudente
E a ansiedade se manifesta
A imaginação faz festa
Sanidade ou loucura, meu ser se contesta

Você é meu? Sou sua?
Devo, não devo
Pensar, não pensar
Amar, não amar
Desejar, não desejar
Contradições em ebulição
Irracionalidade em ação

A incógnita é a peça mais cruel que me prega
Esse meu incontrolável coração


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