sexta-feira, 3 de abril de 2015

O que o vento trouxe...

Há muito tempo atrás falei que algo estava crescendo dentro de mim, como um feto se desenvolve dentro do útero. E na última postagem falei sobre mudanças.
Bem, realmente há uma mudança grande acontecendo dentro de mim. Sempre me senti diferente. Isso se reflete em cada uma das poesias e textos que já postei aqui. Mas nunca soube exatamente o que há em mim que me torna essa pessoa singular que sou.
Porém sempre tive medo do que essa essência poderia ser. No entanto, a partir do momento em que percebi que a vida é frágil, pensamentos, textos, livros, vídeos e muitos outros materiais chegaram até mim, de maneira quase sobrenatural. Materiais que foram me incentivando a buscar mais, que foram me mostrando facetas daquilo que eu realmente sou por dentro. Iluminando coisas que eu sempre soube, mas não queria admitir. Clareando crenças que eu sempre tive, mas não podia abraçar. Lançando fora conceitos e dogmas que fui adotando, muitas vezes, sem querer adotar, apenas por que fui crescendo rodeada por eles, faziam parte da minha zona de conforto.
Chega um momento na vida em que, ou você muda, ou começa a morrer por dentro. Porque você tem uma missão, um chamado na vida, um motivo maior pelo qual se está neste planeta, nesta existência. E se você se recusa a ouvir a esse chamado, seguir esse objetivo, sua vida perde o sentido, e você se torna amargo, triste, perdido. Pois bem, o que estou querendo dizer aqui é que estou "nascendo de novo", como se usa dizer na religião cristã. Não é um processo fácil. Pense no processo natural de nascer: é doloroso para a mãe e para o bebê. Imagine sair de um ambiente protegido, aquecido, onde se esteve por tanto tempo, e ter que sair para o desconhecido, para enfrentar perigos inimagináveis, um ambiente hostil, frio e cheio de coisas estranhas para você. Assim é o processo que acontece comigo.
Mas meu chamado está aqui dentro de mim, pulsando e clamando como nunca. Não tenho mais como fugir dele, e nem quero. Estou me tornando o que sempre suspeitei que fui: uma bruxa. Não dessas que se pintam nos contos de fadas (aliás, lendas e superstições criadas por pessoas que desejavam abafar e difamar as mulheres sábias, médicas primitivas, em favor de uma sociedade machista e em busca do poder através da religião). Quando se fala nesse assunto, as pessoas naturalmente vão ver alguém que diz ser uma bruxa com olhos de temor, julgando tal pessoa como louca ou depravada ou esquisita ou tudo ao mesmo tempo. Confesso que ainda não estou preparada para tal tipo de julgamento, porém também não posso mais ignorar quem sou por dentro.
Há muito conhecimento, muitas coisas que já fui descobrindo nesse meu caminho, mas são coisas e mensagens do Universo e do Criador destinadas a mim, que não cabe compartilhar aqui.
Só queria mesmo desabafar isso. Não deixei de ser cristã. Minha base sempre será o Amor em forma de ser humano, Cristo. Mas há outros conhecimentos e sabedorias que chegaram às minhas mãos e olhos e que vieram somar à minha fé, acrescentar ao meu caminho espiritual e de iluminação mística. Conhecimentos e sabedorias provenientes de lugares e tempos muito mais remotos do que a moderna religião (ainda que esta "modernidade" tenha cerca de 2000 anos).
Meus olhos, ouvidos e mente estão abertos para o que o Criador e o Universo queiram me ensinar e mostrar, para guiar-me em minha missão nesta existência.
Abençoados sejam!

Um comentário:

  1. Salve colega de caminhada. Bem vinda a esse novo universo. Realmente é um renascimento com quebras de dogmas e paradigmas, mas também com sabor de liberdade e leveza. A descoberta do próprio ser e de seu caminho é maravilhoso.

    Adorei seu texto. Reflete muito do que já passei, mas acredito que no meu caso foi de maneira branda, um parto natural apoiado por várias doulas e amigos.

    Bjs e []s,
    Gleise

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