E depois de tanto tempo longe, sinto que tenho que desabafar mais uma vez...
Mudei muito. Mudei tanto e ainda estou mudando que por vezes não me reconheço.
Meu coração passou por tempestades, minha mente por tormentas e meu corpo segurou a barra esse tempo todo.
Fiquei muito doente em fevereiro de 2013, e houve um momento em que pensei que realmente não continuaria por muito tempo neste plano. Mas não era essa a vontade do Criador. O que Ele pretendia para mim era mais um aprendizado pela dor. E aprendi. E valeu a pena.
Cresci, mudei, me adaptei.
E algo que ganhei durante esse processo e que continua até agora foi a descoberta de muitas coisas a meu respeito que nem eu mesma conhecia. Isso inclui minha personalidade, meus interesses, e até minha fé.
Hoje posso dizer com mais certeza que antes, e de forma mais insegura que amanhã: eu sei quem eu sou de verdade agora.
Sou uma mulher que procura viver a vida de forma apaixonada. Certa vez alguém me disse que eu era muito sentimental, expressando isso de uma forma negativa. Pois bem. Admito: sou mesmo sentimental. E assim sou porque meu coração contém um tipo de amor pela vida, por aquilo que acredito, pelas pessoas, que eu mesma não consigo controlar (e nem quero). Faço tudo de forma apaixonada, amo as pessoas de forma incondicional (mesmo que isso me machuque demais), amo a vida que o Criador me deu profundamente.
Não digo que não haja coisas que não compreendo em meu destino, na missão que o Criador me deu a cumprir nesta vida. Amar dessa forma é maravilhoso e, ao mesmo tempo, uma tortura, porque as pessoas decepcionam, as marés mudam, e a roda do destino pode mudar a qualquer momento. É por isso que estou aprendendo a "congelar" meu coração. Porque ele dói e dói demais, insuportavelmente. Quando isso ultrapassa a barreira do suportável, devo congelá-lo. Caso contrário deixaria de ver outras coisas belas que estão acontecendo ao meu redor enquanto meu coração sangra. Não posso mais fazer isso. Não quero deixar de viver só porque meu coração está partido, exposto, revolto em profunda dor. Que fique lá na fonte dos desejos do meu jardim secreto, meu jardim mental, congelado até que cicatrize. Dói menos e me permite viver.
Essa sou eu. Não tente me mudar. Não tente me entender. Não tente me controlar. Nem eu mesma consigo controlar esse dom de amar, nem quero controlá-lo. Isso é o que faz de mim singular, única, é minha missão nesta terra. Uma missão difícil, dolorosa, mas que me faz sentir viva, me faz saber quem sou: sacerdotisa do amor universal, do amor que cura tudo, menos ao portador...
Que o Criador, em sua infinita sabedoria e amor, me ajude.
Assim seja e assim será!

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