Há muito tempo atrás falei que algo estava crescendo dentro de mim, como um feto se desenvolve dentro do útero. E na última postagem falei sobre mudanças.
Bem, realmente há uma mudança grande acontecendo dentro de mim. Sempre me senti diferente. Isso se reflete em cada uma das poesias e textos que já postei aqui. Mas nunca soube exatamente o que há em mim que me torna essa pessoa singular que sou.
Porém sempre tive medo do que essa essência poderia ser. No entanto, a partir do momento em que percebi que a vida é frágil, pensamentos, textos, livros, vídeos e muitos outros materiais chegaram até mim, de maneira quase sobrenatural. Materiais que foram me incentivando a buscar mais, que foram me mostrando facetas daquilo que eu realmente sou por dentro. Iluminando coisas que eu sempre soube, mas não queria admitir. Clareando crenças que eu sempre tive, mas não podia abraçar. Lançando fora conceitos e dogmas que fui adotando, muitas vezes, sem querer adotar, apenas por que fui crescendo rodeada por eles, faziam parte da minha zona de conforto.
Chega um momento na vida em que, ou você muda, ou começa a morrer por dentro. Porque você tem uma missão, um chamado na vida, um motivo maior pelo qual se está neste planeta, nesta existência. E se você se recusa a ouvir a esse chamado, seguir esse objetivo, sua vida perde o sentido, e você se torna amargo, triste, perdido. Pois bem, o que estou querendo dizer aqui é que estou "nascendo de novo", como se usa dizer na religião cristã. Não é um processo fácil. Pense no processo natural de nascer: é doloroso para a mãe e para o bebê. Imagine sair de um ambiente protegido, aquecido, onde se esteve por tanto tempo, e ter que sair para o desconhecido, para enfrentar perigos inimagináveis, um ambiente hostil, frio e cheio de coisas estranhas para você. Assim é o processo que acontece comigo.
Mas meu chamado está aqui dentro de mim, pulsando e clamando como nunca. Não tenho mais como fugir dele, e nem quero. Estou me tornando o que sempre suspeitei que fui: uma bruxa. Não dessas que se pintam nos contos de fadas (aliás, lendas e superstições criadas por pessoas que desejavam abafar e difamar as mulheres sábias, médicas primitivas, em favor de uma sociedade machista e em busca do poder através da religião). Quando se fala nesse assunto, as pessoas naturalmente vão ver alguém que diz ser uma bruxa com olhos de temor, julgando tal pessoa como louca ou depravada ou esquisita ou tudo ao mesmo tempo. Confesso que ainda não estou preparada para tal tipo de julgamento, porém também não posso mais ignorar quem sou por dentro.
Há muito conhecimento, muitas coisas que já fui descobrindo nesse meu caminho, mas são coisas e mensagens do Universo e do Criador destinadas a mim, que não cabe compartilhar aqui.
Só queria mesmo desabafar isso. Não deixei de ser cristã. Minha base sempre será o Amor em forma de ser humano, Cristo. Mas há outros conhecimentos e sabedorias que chegaram às minhas mãos e olhos e que vieram somar à minha fé, acrescentar ao meu caminho espiritual e de iluminação mística. Conhecimentos e sabedorias provenientes de lugares e tempos muito mais remotos do que a moderna religião (ainda que esta "modernidade" tenha cerca de 2000 anos).
Meus olhos, ouvidos e mente estão abertos para o que o Criador e o Universo queiram me ensinar e mostrar, para guiar-me em minha missão nesta existência.
Abençoados sejam!
Pensamentos, poesias, idéias... Os demônios e anjos presentes em minha cabeça, expostos aqui... Cada texto ou pensamento reflete um momento, uma ocasião em minha vida, um sentimento que existe ou que existiu...
sexta-feira, 3 de abril de 2015
O que o vento trouxe...
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Frozen
E depois de tanto tempo longe, sinto que tenho que desabafar mais uma vez...
Mudei muito. Mudei tanto e ainda estou mudando que por vezes não me reconheço.
Meu coração passou por tempestades, minha mente por tormentas e meu corpo segurou a barra esse tempo todo.
Fiquei muito doente em fevereiro de 2013, e houve um momento em que pensei que realmente não continuaria por muito tempo neste plano. Mas não era essa a vontade do Criador. O que Ele pretendia para mim era mais um aprendizado pela dor. E aprendi. E valeu a pena.
Cresci, mudei, me adaptei.
E algo que ganhei durante esse processo e que continua até agora foi a descoberta de muitas coisas a meu respeito que nem eu mesma conhecia. Isso inclui minha personalidade, meus interesses, e até minha fé.
Hoje posso dizer com mais certeza que antes, e de forma mais insegura que amanhã: eu sei quem eu sou de verdade agora.
Sou uma mulher que procura viver a vida de forma apaixonada. Certa vez alguém me disse que eu era muito sentimental, expressando isso de uma forma negativa. Pois bem. Admito: sou mesmo sentimental. E assim sou porque meu coração contém um tipo de amor pela vida, por aquilo que acredito, pelas pessoas, que eu mesma não consigo controlar (e nem quero). Faço tudo de forma apaixonada, amo as pessoas de forma incondicional (mesmo que isso me machuque demais), amo a vida que o Criador me deu profundamente.
Não digo que não haja coisas que não compreendo em meu destino, na missão que o Criador me deu a cumprir nesta vida. Amar dessa forma é maravilhoso e, ao mesmo tempo, uma tortura, porque as pessoas decepcionam, as marés mudam, e a roda do destino pode mudar a qualquer momento. É por isso que estou aprendendo a "congelar" meu coração. Porque ele dói e dói demais, insuportavelmente. Quando isso ultrapassa a barreira do suportável, devo congelá-lo. Caso contrário deixaria de ver outras coisas belas que estão acontecendo ao meu redor enquanto meu coração sangra. Não posso mais fazer isso. Não quero deixar de viver só porque meu coração está partido, exposto, revolto em profunda dor. Que fique lá na fonte dos desejos do meu jardim secreto, meu jardim mental, congelado até que cicatrize. Dói menos e me permite viver.
Essa sou eu. Não tente me mudar. Não tente me entender. Não tente me controlar. Nem eu mesma consigo controlar esse dom de amar, nem quero controlá-lo. Isso é o que faz de mim singular, única, é minha missão nesta terra. Uma missão difícil, dolorosa, mas que me faz sentir viva, me faz saber quem sou: sacerdotisa do amor universal, do amor que cura tudo, menos ao portador...
Que o Criador, em sua infinita sabedoria e amor, me ajude.
Assim seja e assim será!
Mudei muito. Mudei tanto e ainda estou mudando que por vezes não me reconheço.
Meu coração passou por tempestades, minha mente por tormentas e meu corpo segurou a barra esse tempo todo.
Fiquei muito doente em fevereiro de 2013, e houve um momento em que pensei que realmente não continuaria por muito tempo neste plano. Mas não era essa a vontade do Criador. O que Ele pretendia para mim era mais um aprendizado pela dor. E aprendi. E valeu a pena.
Cresci, mudei, me adaptei.
E algo que ganhei durante esse processo e que continua até agora foi a descoberta de muitas coisas a meu respeito que nem eu mesma conhecia. Isso inclui minha personalidade, meus interesses, e até minha fé.
Hoje posso dizer com mais certeza que antes, e de forma mais insegura que amanhã: eu sei quem eu sou de verdade agora.
Sou uma mulher que procura viver a vida de forma apaixonada. Certa vez alguém me disse que eu era muito sentimental, expressando isso de uma forma negativa. Pois bem. Admito: sou mesmo sentimental. E assim sou porque meu coração contém um tipo de amor pela vida, por aquilo que acredito, pelas pessoas, que eu mesma não consigo controlar (e nem quero). Faço tudo de forma apaixonada, amo as pessoas de forma incondicional (mesmo que isso me machuque demais), amo a vida que o Criador me deu profundamente.
Não digo que não haja coisas que não compreendo em meu destino, na missão que o Criador me deu a cumprir nesta vida. Amar dessa forma é maravilhoso e, ao mesmo tempo, uma tortura, porque as pessoas decepcionam, as marés mudam, e a roda do destino pode mudar a qualquer momento. É por isso que estou aprendendo a "congelar" meu coração. Porque ele dói e dói demais, insuportavelmente. Quando isso ultrapassa a barreira do suportável, devo congelá-lo. Caso contrário deixaria de ver outras coisas belas que estão acontecendo ao meu redor enquanto meu coração sangra. Não posso mais fazer isso. Não quero deixar de viver só porque meu coração está partido, exposto, revolto em profunda dor. Que fique lá na fonte dos desejos do meu jardim secreto, meu jardim mental, congelado até que cicatrize. Dói menos e me permite viver.
Essa sou eu. Não tente me mudar. Não tente me entender. Não tente me controlar. Nem eu mesma consigo controlar esse dom de amar, nem quero controlá-lo. Isso é o que faz de mim singular, única, é minha missão nesta terra. Uma missão difícil, dolorosa, mas que me faz sentir viva, me faz saber quem sou: sacerdotisa do amor universal, do amor que cura tudo, menos ao portador...
Que o Criador, em sua infinita sabedoria e amor, me ajude.
Assim seja e assim será!
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Acordo
Preste atenção
Porque digo só uma vez:
Quando eu gosto, gosto pra valer
Embora o gostar possa variar
Quando eu sinto saudades, sinto pra valer
Embora as saudades venham em variedades
Quando eu falo, falo pra valer
Embora possa me arrepender
Por isso não me interprete
Sou livro aberto, espelho de mim
Não sei quem sou, mas procuro ver,
Enxergar além do meu reflexo
Um ser complexo
E eu gosto, sinto, falo e penso
Ficar ou não ficar, essa é sua escolha
Doer ou não doer é a minha
Sem negociações
Acordo fechado.
Porque digo só uma vez:
Quando eu gosto, gosto pra valer
Embora o gostar possa variar
Quando eu sinto saudades, sinto pra valer
Embora as saudades venham em variedades
Quando eu falo, falo pra valer
Embora possa me arrepender
Por isso não me interprete
Sou livro aberto, espelho de mim
Não sei quem sou, mas procuro ver,
Enxergar além do meu reflexo
Um ser complexo
E eu gosto, sinto, falo e penso
Ficar ou não ficar, essa é sua escolha
Doer ou não doer é a minha
Sem negociações
Acordo fechado.
domingo, 17 de novembro de 2013
Leão
Meu dia e meu semblante mudam
Quando te vejo
E nos teus olhos de leão
É onde almejo
Fazer parte da tua visão,
Do teu desejo...
domingo, 13 de outubro de 2013
Crônica
Domingo de manhã
Um senhor com um sapato diferente em cada pé
Observa o pintor em seu trabalho
E a árvore solitária tinge o asfalto de amarelo
Derramando suas flores
Enquanto isso, na janela do carro
A pequena aranha luta, sofre, se esforça
Para manter-se em sua teia
Tão frágil, mas tão forte
Do outro lado da janela
O cadáver de um carro se deteriora
Sob o sol que aparece
Pedindo desculpas por não ter comparecido
E brindado ao sábado
Também se desculpa a foto do artista
Por estar lá, em ambiente restrito
Onde só poderia entrar pessoal autorizado...
Quadros que ninguém pintou
Paisagens que ninguém vê
Num domingo de manhã.
Um senhor com um sapato diferente em cada pé
Observa o pintor em seu trabalho
E a árvore solitária tinge o asfalto de amarelo
Derramando suas flores
Enquanto isso, na janela do carro
A pequena aranha luta, sofre, se esforça
Para manter-se em sua teia
Tão frágil, mas tão forte
Do outro lado da janela
O cadáver de um carro se deteriora
Sob o sol que aparece
Pedindo desculpas por não ter comparecido
E brindado ao sábado
Também se desculpa a foto do artista
Por estar lá, em ambiente restrito
Onde só poderia entrar pessoal autorizado...
Quadros que ninguém pintou
Paisagens que ninguém vê
Num domingo de manhã.
terça-feira, 30 de julho de 2013
Flor
Te amo, mesmo q você só me goste
Te gosto, mesmo q você só me simpatize
E não sofro por isso
Te amo, te gosto
Porque é característica do meu coração
Amar, gostar
Mesmo sem ter retorno
Como flor que nasce, sem esperar ser admirada
Nasce para criar beleza, perfumar o caminho de quem apreciar
Nasce pra ser flor, pra ser poesia
E cumprir seu destino natural
Meu coração é flor...
sábado, 20 de julho de 2013
Cansei...
Eu não sou normal.
Não falo isso por simples depressão, ou vontade de chamar atenção, ou pra posar de coitada.
É apenas pura observação dos fatos da minha vida.
Afinal, você já conheceu alguma garota que beijou pela primeira vez aos 30 anos de idade? Ou que aos 36 anos ainda permanece virgem?
Pois é! Essa sou eu...
Admito (e já disse aqui nas páginas desse blog) que tive meus problemas de autoestima no passado. E embora de vez em quando esse sentimento me assalte, já consigo dizer que gosto da minha aparência. Claro que, como toda mulher, ainda há partes do meu corpo que me incomodam, mas nada a ponto de me esconder, de fugir da presença das pessoas por achar que minha imagem não agrada.
Confesso que, enquanto era adolescente, até como desculpa pra minha autoestima, eu era mais apegada ao conceito cristão de que o ideal é casar virgem. Óbvio, eu não tinha razões nem oportunidades pra deixar de ser! Mas o tempo foi passando e hoje isso é um fardo pra mim.
Até agora tive só um namorado de verdade, e quando tive a oportunidade de finalmente deixar de ser do mundo das atrasadas, eu estava naqueles dias. E na última noite juntos (ele era do Rio e eu havia ido passar uns dias com ele), resolvi contar pra ele minha "condição". Ele simplesmente me disse: "e por que você me escolheu como vítima?". Ótimo, né? SQN. Aí acabou de vez o clima. Depois disso também a gente se encontrou novamente só mais uma vez, num domingo, mas também não rolou nada. E tchau, cada um pra sua vida.
Resolvi revelar isto aqui, no meu psicólogo virtual, porque ando bastante chateada e deprimida pelas coisas não darem certo pra mim nessa área. Sempre que começo a gostar de alguém, a pessoa até corresponde aos flertes no início, mas depois foge, acaba me vendo apenas como amiga. ODEIO ISSO! Caramba! Pra que me deu bola em primeiro lugar? Parece que homem não gosta de ser gostado, cara! PQP!
Conversando com minha psicóloga de carne e osso, vi que uso meu humor pra me aproximar das pessoas, e isso pode ser um modo de autodefesa. Mas, na boa? Tudo o que eu quero é que as pessoas me vejam como eu sou, e eu normalmente tenho uma atitude positiva em relação às coisas e gostaria que as pessoas vissem isso também. Não é natural que eu use o humor?
O fato, resumindo, é que sou péssima em me aproximar dos homens. Sou bonita, eles dizem, mas acho que pra eles sou só um rostinho bonito e uma bunda farta (aliás, tenho orgulho dela). Quando se trata de relacionamentos, eles querem é distância de mim.
Se você se identificou com isso, que bom! Significa que não sou só eu. Caso contrário, tudo bem também. Só queria desabafar mesmo.
Ufa!
Não falo isso por simples depressão, ou vontade de chamar atenção, ou pra posar de coitada.
É apenas pura observação dos fatos da minha vida.
Afinal, você já conheceu alguma garota que beijou pela primeira vez aos 30 anos de idade? Ou que aos 36 anos ainda permanece virgem?
Pois é! Essa sou eu...
Admito (e já disse aqui nas páginas desse blog) que tive meus problemas de autoestima no passado. E embora de vez em quando esse sentimento me assalte, já consigo dizer que gosto da minha aparência. Claro que, como toda mulher, ainda há partes do meu corpo que me incomodam, mas nada a ponto de me esconder, de fugir da presença das pessoas por achar que minha imagem não agrada.
Confesso que, enquanto era adolescente, até como desculpa pra minha autoestima, eu era mais apegada ao conceito cristão de que o ideal é casar virgem. Óbvio, eu não tinha razões nem oportunidades pra deixar de ser! Mas o tempo foi passando e hoje isso é um fardo pra mim.
Até agora tive só um namorado de verdade, e quando tive a oportunidade de finalmente deixar de ser do mundo das atrasadas, eu estava naqueles dias. E na última noite juntos (ele era do Rio e eu havia ido passar uns dias com ele), resolvi contar pra ele minha "condição". Ele simplesmente me disse: "e por que você me escolheu como vítima?". Ótimo, né? SQN. Aí acabou de vez o clima. Depois disso também a gente se encontrou novamente só mais uma vez, num domingo, mas também não rolou nada. E tchau, cada um pra sua vida.
Resolvi revelar isto aqui, no meu psicólogo virtual, porque ando bastante chateada e deprimida pelas coisas não darem certo pra mim nessa área. Sempre que começo a gostar de alguém, a pessoa até corresponde aos flertes no início, mas depois foge, acaba me vendo apenas como amiga. ODEIO ISSO! Caramba! Pra que me deu bola em primeiro lugar? Parece que homem não gosta de ser gostado, cara! PQP!
Conversando com minha psicóloga de carne e osso, vi que uso meu humor pra me aproximar das pessoas, e isso pode ser um modo de autodefesa. Mas, na boa? Tudo o que eu quero é que as pessoas me vejam como eu sou, e eu normalmente tenho uma atitude positiva em relação às coisas e gostaria que as pessoas vissem isso também. Não é natural que eu use o humor?
O fato, resumindo, é que sou péssima em me aproximar dos homens. Sou bonita, eles dizem, mas acho que pra eles sou só um rostinho bonito e uma bunda farta (aliás, tenho orgulho dela). Quando se trata de relacionamentos, eles querem é distância de mim.
Se você se identificou com isso, que bom! Significa que não sou só eu. Caso contrário, tudo bem também. Só queria desabafar mesmo.
Ufa!
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